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Antonio Manoel Abreu Sardenberg - Nascido em Santo Antonio de Pádua./RJ, em 18/08/47. Com quatro meses de idade foi para a Cidade de São Fidélis “ Cidade poema “ onde vive até hoje. Advogado e consultor Jurídico. É casado com Marlene Rangel Sardenberg, com quem tem dois filhos Matheus Rangel Sardenberg, médico veterinário e Andrezza Rangel Sardenberg, médica especializada em endocrinologia e medicina estética. É um homem de hábitos rurais e muito apegado à natureza. Apaixonado pela vida e imensamente sensível às causas sociais. Gosta de conviver com o trabalhador rural de mãos calejadas, e enxerga neles a grande alavanca para o progresso de qualquer nação, mas que infelizmente não são reconhecidos como deviam, pricipalmente em nosso país.

 

COMENTÁRIOS DE JOSÉ ANTONIO JACOB.


Ao ler alguns poemas do Sardenberg encantei-me de imediato logo nas primeiras estrofes da sua poesia. O calor de animação com que o poeta conduz a sua narrativa — soltando as rédeas da sua imaginação para atingir o íntimo de seus sentimentos, passeando pelo seu imaginário que é um mundo encantado — começa em uma cadência de palavras, de estilo suave, e termina com desfechos surpreendentes.

Em determinados momentos das suas histórias ele conduz o leitor à doçura contagiante das suas frases, que na verdade são versos puríssimos, de bom gosto e de sensibilidade ímpar: uma sensibilidade com impressão digital, com grife e com características próprias; típica dos poetas pensadores e dos contempladores da alma humana.

Seus versos são firmes e coerentes, de uma beleza invulgar, passam pela abstração dos devaneios — ao alheamento do espírito frente ao realismo que a matéria apresenta-nos a cada momento da vida - para depois acomodarem-se no branco do papel em forma de versos. E, ainda, trazem idéias novas, e metáforas de apuradas coerências figurativas. Tudo isso sem inclinarem-se à mesmice do assunto.

O poeta Sardenberg tem uma tendência à gentileza das palavras, e lida com elas com o lápis e os pensamentos, nas mãos, que são as únicas ferramentas do escritor. Seus versos variam do parnasianismo ao modernismo sem que com isso se tornem enfadonhos, pois que são sublinhados da elegância dos observadores fidalgos.

A arte do diálogo poético encontra-se justamente nessa simplicidade das idéias claras; nessa categoria superior da dialética. É nessa síntese inversa que se procede o milagre das estrofes que transferem a teoria complexa do pensamento para a simplicidade absoluta da idéia.

Sardenberg tem essa excelência que só possuem as criaturas iluminadas e tocadas pela divindade inspiradora da poesia.

Resta-me apenas uma observação final: trata-se de um poeta ímpar, isto é inquestionável!

José Antonio Jacob
Poeta e Escritor
Juiz de Fora, 18/06/2004

 

 

 
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